E eu até quis acreditar em “para sempre”. Juro que eu tentei com todas as minhas forças. Mas o tempo destruiu as expectativas que criamos, e isso talvez seja o sinal de que não devemos julgar o que apenas achamos ser amor. Desculpe-me se não fiz o que pude, mas tudo que consegui fazer foi despedir-me sem dizer um adeus. Mas eu por dentro cheguei a pensar que não deveríamos acreditar naquele “para sempre enquanto dure“… —quasejulieta
E eu me sinto apenas cansada de lutar por algo irreal, surreal. Tão irreal quanto sonhar com suas mãos apertando as minhas novamente. Tão impossível como ainda imaginar-me em seus braços, ou apenas me iludindo, pensando que aqueles braços me protegiam de todo o mal. Talvez tudo isso possa se rematerializar, ou talvez seja tão ridículo quanto pensar que você ainda me ama. —Quasejulieta
Ela tinha um olhar cansado e indiferente do mundo. Sentada sempre em sua cadeira de balanço, ela olhava a janela e a vida que passada enquanto ela permanecia lá. Sua vida passava ao movimento daquela cadeira de balanço, maldita cadeira de balanço. A jovem meninahavia virado uma pobre velha, talvez ficando gagá, mas a sua mente só se preocupava em guardar poucas lembranças dele. Muitos também fariam o mesmo. Sua cabeça insistia em lembrar de quando era criança, ele se sujava de sorvete e ficava uma graça. Se lembrava das idas ao parque, a árvore com as iniciais B.T e J.N e do primeiro beijo, curiosamente embaixo da mesma árvore. Lembranças da adolescência eram guardadas com afeto, época onde já não eram tão inocentes assim. E ela infelizmente se lembrava da vida adulta e do câncer filho-da-puta que levou dela uma parte de seu coração e de sua vida. A única pessoa que realmente a amou e entendeu sendo levada por algo mais forte que o Amor, a Morte. As imagens do último dia corroíam sua fraca memória, a despedida sem adeus e a esperança quase cega transformando-se em gritos e choros. Maldito câncer. Malditos casais felizes. Maldita cadeira de balanço. Maldita vida. —Maldita cadeira de balanço, Quasejulieta